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23/06/2006 - 12h52

Ucrânia joga mal, mas confirma recuperação e vai às oitavas

Da Redação
Em São Paulo

CENAS DA CLASSIFICAÇÃO

AFP
Ucranianos se escondem do jogoReuters
E tunisianos mostram empolgaçãoAFP
Mas jogo em Berlim é truncadoAFP
E nem Shevchenko tem boa exibiçãoEFE
Muito menos Chedli, da TunísiaAFP
Que teve Jaziri expulso por violênciaAFP
E no fim, a Ucrânia avançou

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O polêmico técnico Oleg Blokhin não se mostrou satisfeito nem quando sua equipe já vencia, mas, mesmo com uma fraca atuação, a Ucrânia conseguiu confirmar a recuperação iniciada após a sua desastrosa estréia, venceu a Tunísia por 1 a 0 e assegurou sua passagem às oitavas-de-final logo em sua primeira participação na Copa do Mundo.

Abalada com a goleada por 4 a 0 sofrida para a Espanha na primeira rodada, a seleção ucraniana teve de controlar os nervos, abalados com a declaração de Blokhin, que avaliou o resultado como "uma vergonha", o que constrangeu alguns jogadores da equipe, como o atacante Shevchenko, mais badalado jogador do país depois de se transferir recentemente do Milan para o Chelsea por mais de US$ 40 milhões. Na sequência, goleou a Arábia Saudita.

Recém-recuperado de uma lesão no joelho sofrida no início de maio, às vésperas da preparação para a Copa, Shevchenko selou a classificação ucraniana nesta sexta, em Berlim. O jogador, no entanto, ainda se mostrou fora de forma, cometendo erros bisonhos em alguns lances. Nos últimos minutos, foi substituído.

Classificada em segundo lugar com seis pontos -três atrás da líder do Grupo H, a Espanha-, a Ucrânia agora enfrenta a Suíça nas oitavas-de-final. O confronto já tem data marcada: segunda-feira, dia 26, às 16h, em Colônia.

Já a Tunísia não conseguiu atingir o seu maior objetivo na competição, que era, após sua terceira participação consecutiva, chegar pela primeira vez às oitavas-de-final.

Para definir o último classificado do Grupo H, porém, o nível técnico apresentado pelas duas equipes candidatas à vaga foi muito baixo. Os erros de passe mútuos e a afobação na saída de bola dificultavam a fluência das jogadas de Ucrânia e Tunísia no primeiro tempo, em que as chances de gols eram raras e criadas, na maior parte, mais pelo erro do adversário do que por virtudes próprias.

Até os 20min, por exemplo, a melhor chance da Ucrânia saiu de uma trapalhada cometida pelo zagueiro tunisiano Jaidi, que tentou dar um passe refinado e perdeu a bola para Voronin, que não conseguiu tocar com precisão para Shevchenko, livre na grande área.
Já a Tunísia tinha chutado apenas com Namouchi, em uma cobrança de falta facilmente defendida por Shovkovskiy.

A partir daí, porém, a Ucrânia passou a imprimir pressão sobre a Tunísia, principalmente com uma forte marcação pelo lado esquerdo do ataque e com as tramas entre Kalinichenko e Voronin, que sempre procuravam como destino final da jogada o atacante Shevchenko. Tanto que, entre os 21min e os 24min, o goleiro Boumnijel fez duas defesas e afastou um perigoso cruzamento.

A postura agressiva da Ucrânia, porém, diminuiu, e só voltou a despertar já nos descontos do primeiro tempo, em uma ação isolada de Shelayev, que disparou arremate de fora da área, defendido com dificuldade por Boumnijel. E um pouco antes do intervalo, os ucranianos ainda ganharam uma 'colher de chá', depois que o atacante tunisiano Jaziri foi expulso após levar seu segundo cartão amarelo.

A vantagem numérica, porém, não foi suficiente para a Ucrânia imprimir um ritmo mais intenso para encurralar a Tunísia, que neutralizava o adversário com uma marcação forte no meio-campo, mas não conseguia criar jogadas ofensivas.

Insatisfeito com o volume de jogo da equipe, o técnico Oleg Blokhin lançou mão de mais um atacante, Vorobey, que substituiu Rebrov, pouco efetivo durante a partida. Os efeitos práticos, porém, só funcionaram graças a uma falha coletiva do sistema defensivo da Tunísia, interpretado equivocadamente como pênalti em Shevchenko, que tropeçou nele mesmo. O atacante cobrou com precisão e marcou para a Ucrânia, aos 25min.

A marcação imprecisa do árbitro Carlos Amarilla, inclusive, já havia prejudicado anteriormente a Tunísia, que após cobrança de falta executada por Ayari, aos 20min, foi desviada propositadamente pelo braço de Voronin.

No final do jogo, o técnico da Tunísia, o francês Roger Lemerre, ainda tentou uma última cartada colocando o brasileiro naturalizado Francileudo dos Santos, que havia perdido os dois primeiros jogos em razão de uma contusão no joelho sofrida uma semana antes da estréia da equipe. No entanto, quase marcou de cabeça já nos descontos.

A última grande chance do jogo, porém, pertenceu aos ucranianos, que desperdiçaram ótima oportunidade em contra-ataque de Voronin, que chutou em cima de Boumnijel.




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