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22/06/2006 - 16h32

Suíça e Coréia do Sul se enfrentam por liderança e oitavas

Da Redação*
Em São Paulo
Coréia do Sul e Suíça se enfrentarão nesta sexta-feira em Hannover em partida que pode conceder a uma delas a vaga às oitavas-de-final da Copa do Mundo como líder do grupo G.

AFP

Hannover será tingido de vermelho com as mais barulhentas torcidas da Copa

As seleções têm campanhas semelhantes, uma vitória sobre Togo e um empate contra a França, e estão empatadas na liderança do grupo G, com 4 pontos.

Quem vencer o confronto garante a classificação às oitavas e a liderança. Se a vitória for da Suíça, resta à Coréia do Sul torcer para que França e Togo, que se enfrentam também na sexta-feira, fiquem no empate.

Se o empate prevalecer entre Coréia e Suíça, o grupo embola com as três seleções com 5 pontos. A decisão passará ao saldo de gols, em que França e Suíça levam a melhor, e os coreanos estarão eliminados.

O técnico da Suíça, Köbi Kuhn, completará nesta sexta 50 jogos com a equipe e prosseguirá com seu projeto de criar uma seleção competitiva para 2008, quando o país sediará a Eurocopa junto com a Áustria.

"Estamos até um pouco adiantados em relação ao plano previsto", assegurou o treinador, que tem a cabeça voltada para o torneio europeu apesar do bom resultado na primeira fase.

A Suíça, uma das equipes mais jovens do Mundial, conta com jogadores que conquistaram o título continental sub-17 em 2002. Ainda assim, já se mostraram capazes de suportar a pressão de partidas importantes, como quando garantiram a classificação para a Copa ao enfrentar a Turquia em um estádio lotado de Istambul.

ARBITRAGEM AMIGA

Reuters A Coréia do Sul já chegou à Alemanha rotulada como a seleção que só chegou às semifinais em 2002 por uma ajudinha da arbitragem.

Isso depois de passar pela Itália nas oitavas-de-final, na prorrogação, e pela Espanha nas quartas, nos pênaltis. As duas partidas foram polêmicas, e marcadas de erros da arbitragem favoráveis aos co-anfitriões do Mundial.

Os sul-coreanos só caíram frente à Alemanha na semifinal, por 1 a 0, e depois para a Turquia, na decisão do 3º lugar.

Este ano, contra a França, um novo lance polêmico. O atacante Patrick Vieira cabeceou uma bola que pareceu ter entrado no gol antes da defesa de Woon-jae na linha. O árbitro ignorou a reclamação dos franceses e a partida terminou em 1 a 1.

Mas a Suíça também tem tido sorte com a arbitragem. Em sua estréia, a Suíça segurou a França com o empate, mas o feito ganhou status de sorte.

Em jogada duvidosa, Thierry Henry recebeu cruzamento na área, mas a bola se chocou com o braço do zagueiro suíço Patrick Mueller. O árbitro russo Valentin Ivanov ignorou os pedidos de pênalti dos "Bleus".

Após a vitória de 2 a 0 sobre Togo, o técnico Köbi Kuhn reconheceu que a seleção de Togo poderia haver diminuído um gol, também em um pênalti que o árbitro paraguaio Carlos Amarilla não concedeu aos africanos. "Era um pênalti claro", reconheceu Kuhn.

"Será uma partida perigosa para nós", afirmou o volante Hakan Yakin. "Os sul-coreanos precisam vencer e por isso não podemos jogar para empatar. Vimos na partida contra a França o quanto eles são perigosos nos minutos finais."

Para o meia Tranquillo Barnetta, o time terá que se superar contra a Coréia do Sul para garantir os três pontos. "Devemos ser capazes de exceder nossos limites", destacou. "Será uma disputa psicológica. Eles vão nos incomodar durante 90 minutos. Mas temos que ter a cabeça fria nos momentos cruciais."

Barnetta também considerou fundamental uma participação ativa dos jogadores mais experientes, como o capitão Vogel, Mueller, Wicky e o atacante Frei. "Temos todas as armas para conter os coreanos", prosseguiu.

Revivendo 2002

Se a Suíça pensa no futuro, a Coréia do Sul sonha em repetir a campanha do último Mundial, quando chegou às semifinais. Segundo o meia Ji-sung Park, estrela do time, a seleção ainda consegue jogar como há quatro anos.

Os sul-coreanos estão convencidos de que a Suíça, por também se classificar com um empate, não sairá em busca da vitória, e já se preparam para vencer a famosa retranca.

"Os suíços devem afrouxar um pouco, pensando no empate. Vamos colocá-los sob pressão", afirmou Park. "Se jogarmos com toda nossa força conseguiremos vencê-los. Então nem teremos que olhar o resultado da partida entre França e Togo."

A quarta colocada na Copa do Mundo de 2002 pode se classificar como segundo do grupo se empatar com a Suíça, mas para isso dependerá de uma improvável vitória de Togo sobre a França.

"Podemos ganhar a partida se nos centrarmos em aproveitar seu estado de ânimo, sua despreocupação", reforçou o atacante Jae-jin. "Não temos outra opção a não ser vencer a partida para chegar à segunda fase."

O técnico da Coréia do Sul, o holandês Dick Advocaat, conhece bem os suíços e alerta: "Eles são bem organizados e colocam muitos jogadores para correr atrás da bola, mas quando têm a oportunidade gostam de atacar, seja contra a Inglaterra ou a Coréia do Sul. É seu estilo de jogo", analisou Advocaat.

"Vamos continuar jogando como temos feito sempre, para a vitória. Acredito que temos uma boa chance."

* com agências internacionais

SUÍÇA x CORÉIA DO SUL

Data: 23/06/2006 (sexta-feira)
Local: AWD Arena, em Hannover (ALE)
Árbitro: Horacio Elizondo (ARG)
Auxiliares: Darío García e Rodolfo Otero (ARG)

Prováveis escalações:

Suíça
Zuberbühler; Degen, Senderos, Müller, Magnin; Wicky, Vogel, Cabañas, Barnetta; Streller e Frei.
Técnico: Jakob Kuhn.

Coréia do Sul
Woon-jae; Young-chul, Choi, Dong-jin, Young-pyo; Nam-il, Lee Ho, Eul-yong, Park Ji-sung; Chun-soo e Jae-jin.
Técnico: Dick Advocaat.

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