Considerado o jogador mais promissor de sua geração, o meia suíço Tranquillo Barnetta é o reflexo do crescimento da força de seu país na Copa do Mundo.
AFP
Meia comemora seu gol contra Togo.
Tímido na estréia contra a França (empate sem gols), o camisa número 16 foi um dos destaques na vitória por 2 a 0 contra Togo, no último dia 19. Ele fez, inclusive, o segundo gol do jogo.
Em um lance aos 42min do segundo tempo, o jogador recebeu na ponta direita e bateu cruzado na saída do goleiro africano Agassa. A bola ainda resvalou na trave antes de entrar.
O gol foi vital para as preensões do país no Mundial, que, com quatro pontos, joga por um empate contra a Coréia do Sul na próxima sexta-feira, em Hanover, para se classificar as oitavas-de-final sem depender de nenhum outro resultado.
"Eu apenas chutei a bola certa para o gol, mas tive três ou quatro chances antes em que não fui tão bem", analisou Barnetta.
Jogador técnico, inteligente e ousado, características raras no futebol do país, o meia é uma espécie de motor do meio de campo.
"É muito bom fazer parte de uma equipe com tanta fome, um time jovem. Espero que possamos nos manter assim para chegarmos o mais longe possível", concluiu.
Para a partida contra os asiáticos, a Suíça deve atacar. O objetivo do elenco é fugir de um possível confronto com a Espanha na próxima fase.
Ucrânia e Tunísia, que disputam a segunda posição do Grupo H, são os prováveis adversários nas oitavas-de-final em caso de êxito diante dos sul-coreanos.