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07/07/2006 - 09h56

"Encenação" faz Cristiano Ronaldo perder prêmio da Fifa

Das agências internacionais
Em Berlim (Alemanha)
A atuação do atacante português Cristiano Ronaldo contra a Inglaterra e sua encenação para conseguir um pênalti na partida da semifinal contra a seleção francesa fizeram o jogador perder o título de Melhor Jogador Jovem da Fifa.

O atacante Lukas Podolski, de 21 anos, da Alemanha, foi anunciado vencedor nesta sexta-feira, resultado obtido pela votação no site oficial da federação e pela escolha do Grupo de Estudos Técnicos.

Holger Osieck, chefe do grupo, e o ex-jogador Lothar Matthäus, que apadrinha o prêmio, afirmaram que o comportamento de Cristiano Ronaldo na reta final do Mundial lhe tiraram as chances de ganhar.

"Jogadores devem ser modelos e o jogo limpo é uma das coisas levadas em conta no prêmio. Temos que admitir que jogadores jovens nem sempre são maduros taticamente e têm dificuldade em lidar com situações extremas", afirmou Osieck.

"Queremos premiar o bom comportamento - admito que fomos muito rigorosos a esse respeito. Analisamos um certo número de critérios mas sabemos que jogadores de pouca idade ainda não estão totalmente desenvolvidos e têm suas fraquezas."

Quando questionados sobre as chances de Ronaldo ganhar o prêmio, Matthäus foi categórico. "Nunca teremos 100% de jogo limpo. Mas Cristiano Ronaldo obviamente não teve uma atuação justa. Foi visível que ele tentava algo", justificou o ex-jogador.

"Não é só entre os jogadores mas entre os técnicos. Ele até pode ter acumulado alguns pontos contra pelo envolvimento na briga com (Wayne) Rooney, mas no calor do jogo as regras são esquecidas."

"Dê um descanso aos jovens jogadores. Dê-lhes uma chance", pediu o craque argentino Diego Maradona, que afirmou que a federação exige demais dos jogadores que estão despontando no cenário mundial, já sob muita pressão.

Autor de um famoso gol com a mão, Maradona foi citado por Matthäus como um claro exemplo contra o jogo limpo, tanto pregado pela Fifa.

"Aquilo não foi jogo limpo e há muitos outros exemplos que poderíamos citar, infelizmente", lamentou Matthäus.

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