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04/07/2006 - 14h27

Scolari vê França favorita, mas acha que pode "mudar a história"

Da Redação
Em São Paulo

EFE

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Scolari reconhece a força do time francês, mas não se entrega

O técnico da seleção portuguesa, o brasileiro Luiz Felipe Scolari, vê a França, rival da semifinal da Copa do Mundo nesta quarta-feira, às 16h (horário de Brasília), como favorita para a partida, mas acredita que sua equipe tem condições de "mudar a história".

"Por tudo o que já fez, os títulos que conquistou e mesmo pelas vitórias no passado sobre Portugal, a França é a favorita, mas estamos realizando jogos muito bons. Portugal tem se superado e vai tentar alcançar um resultado positivo e mudar a história. Nem sempre os favoritos vencem", comentou o treinador, em entrevista coletiva nesta terça, em Munique, local da partida.

As duas equipes vão se enfrentar pela primeira vez em Mundiais, mas, com 15 vitórias, um empate e cinco derrotas, os franceses aparecem na frente no confronto direto.

"No nosso histórico contra a França não temos vantagem. Pelo contrário, temos uma grande desvantagem. Vamos trabalhar esse aspecto com os nossos atletas, porque nada é definitivo. Há sempre uma oportunidade de mudar este histórico. A seleção tem primado pela alteração de alguns resultados que antes aconteciam e esta é uma boa oportunidade para mudar o que temos tido com a França", afirmou o técnico.

Independente do adversário, Scolari afirmou que o fato de estar na semifinal da Copa faz com que Portugal sonhe em chegar à decisão. "Já estamos entre os quatro melhores e agora existe o sonho de ser campeão. Estamos a um jogo, a uma vitória de poder disputar o título. Podemos sonhar", disse.

Scolari comentou os "ataques" que Portugal está sofrendo da imprensa francesa, em especial do jornal "France Soir", que disse que os portugueses são violentos. Costinha é apontado como um "vilão", enquanto Petit é tido como "bruto". Deco foi rotulado de "selvagem", e Scolari se tornou um "um alvo a ser abatido".

"É só dispararem, estou aqui", brincou, ao melhor "estilo Felipão", abrindo os braços como se esperasse um tiro no peito. "Vamos falar de futebol e não dar importância a isso. Muita gente que escreve nem sabe bem o que está fazendo. Em todo o lado acontecem comportamentos errados, mas não vamos entrar nesse caminho."

A "estratégia" já havia sido feita pelos ingleses antes dos duelos das quartas-de-final. "Não sei se esse comportamento revela medo, é uma forma de colocarem algumas situações que não são realidade. Nos últimos três anos e meio, Portugal teve dois cartões vermelhos, ambos contra a Holanda, nas oitavas deste Mundial. E a França durante este período, será que teve menos cartões vermelhos? É um jogo de palavras que não interessa."

Especificamente sobre a equipe da França, Scolari definiu como "pior adversário que poderia cair". Os franceses foram analisados por Paulo Souza, ex-jogador de Portugal e hoje observador da seleção. "É um time altamente organizado, com jogadores de muita qualidade, estatura elevada e uma sincronia de movimentação muito interessante. Será o jogo mais difícil, talvez mais ainda do que na final."

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