
Os alemães anfitriões da Copa do Mundo, que enfrentarão a Suécia nas oitavas-de-final da Copa, têm sido amigáveis com seus hóspedes até agora. Porém, os jogadores da Suécia preferem evitar tanta cortesia.
O goleiro Andreas Isaksson disse na quinta-feira que apenas fará suas refeições na concentração do time, em um hotel no centro de Bremen, preparadas por um cozinheiro sueco. O objetivo será evitar a cozinha alemã.
"Nós temos um cozinheiro sueco, por segurança", disse Isaksson à Reuters.
O treinador sueco Lars Lagerback disse que não detectou nenhuma alteração no comportamento dos alemães em relação ao seu time. A equipe está baseada em Bremen há tres semanas e os moradores da cidade sempre foram muito simpáticos com a seleção nórdica. Bandeiras suecas, por exemplo, enfeitam prédios e lojas de vários locais da cidade.
"É difícil dizer alguma coisa", disse Lagerback após ter sido questionado sobre uma possível frieza do povo alemão após a definição do jogo das oitavas-de-final. "Eu quase nunca saio do hotel. Com os alemães que encontro aqui não notei nenhuma diferença. Eles continuam muito educados e simpáticos."
Suécia e Alemanha já disputaram muitos jogos duros desde o primeiro encontro, em 1911.
Depois que a Suécia venceu em sua casa a Alemanha Ocidental nas semifinais da Copa de 1958 por 3 x 1, alemães enfurecidos se recusaram a vender gasolina aos turistas suecos e até mesmo pratos típicos da cozinha sueca foram retirados do menu de alguns restaurantes alemães.
"Todo mundo foi muito educado até agora", disse Isaksson, 24 anos. "Está tudo ótimo."
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