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30/06/2006 - 16h11

Técnico francês manifesta desconfiança sobre juiz espanhol

Daniel Tozzi e João Henrique Medice
Enviados especiais do UOL
Em Frankfurt (Alemanha)
O técnico Raymond Domenech, da França, deu início à "guerra psicológica" para a partida deste sábado contra o Brasil ao colocar a pressão sobre o árbitro espanhol Luis Medina Cantalejo, escalado para a partida. Domenech disse que o juiz é digno de desconfiança por causa do pênalti inexistente que ele marcou a favor da Itália diante da Austrália, nas oitavas-de-final.

Para deixar claro que está de pé atrás com o árbitro, Domenech fez questão de se manifestar depois que sua entrevista coletiva desta sexta-feira, em Frankfurt, já estava encerrada. O técnico voltou a se sentar e pediu a palavra.

"Ninguém me perguntou nesta entrevista, mas quero falar do árbitro. Qualquer decisão grave que for tomada por ele no jogo de amanhã será comparada ao lance de Itália x Austrália. Só queremos uma arbitragem justa", declarou Domenech.

O lance ocorreu aos 48min do 2º tempo e definiu a partida e a classificação italiana. Grosso entrou na área australiana e, na disputa de bola com Neill, lançou-se ao chão, cavando a penalidade.

O juiz espanhol apitou e Totti cobrou para fazer o único gol da partida, apesar dos protestos dos australianos.

Se Domenech questiona o árbitro, o técnico brasileiro Carlos Alberto Parreira acredita que o espanhol tem condições de uma boa atuação e não crê em má intenção, nem mesmo pelo fato de ser um europeu apitando uma partida entre uma seleção sul-americana e outra européia.

"Não temos preocupação de arbitragem. Os árbitros estão sob escrutínio, olhados, observados, o mundo todo está vendo, são 25 câmeras (de TV). Também não tem como evitar árbitro europeu aqui. Eles são maioria. Esse árbitro (Cantalejo) vem credenciado pelas suas atuações", disse Parreira nesta sexta-feira.

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