Os franceses entram em campo na próxima sexta-feira, em Colônia, atormentados pelo fantasma da eliminação. A partida acontece às 16h (de Brasília) no World Cup Stadium.
A equipe comandada pelo técnico Raymond Domench precisa de uma vitória por dois gols de diferença sobre a já desclassificada Togo para passar às oitavas-de-final sem depender do resultado de Suíça x Coréia do Sul, que jogam no mesmo horário em Hanover pelo Grupo G.
A equipe quer evitar o desastre da Copa de 2002. Na competição, disputada na Coréia do Sul e Japão, os "Bleus", campeões do mundo quatro anos antes, foram eliminados na primeira fase com duas derrotas, um empate e sem marcar gols.
A seleção não contará para o jogo com sua principal estrela, o meia Zinedine Zidane, que está suspenso por ter recebido o segundo cartão amarelo no empate em 1 a 1 contra os sul-coreanos no último dia 18.
"Zizou" não joga, mas terá motivo duplo para comemorar caso a equipe avance. Além da vitória, o jogador comemora no dia seu 34º aniversário. Coincidentemente, seu substituto como capitão do time, o volante Vieira, também assopra velinhas no dia: 30.
Outro desfalque da equipe européia será o lateral-esquerdo Eric Abidal. Titular nos dois primeiros duelos, o jogador também recebeu dois cartões amarelos na competição. Para o seu lugar Domenech já confirmou a entrada de Silvestre.
A dúvida, porém, fica por conta dos jogadores do setor ofensivo. Sem Zidane, o treinador deve promover o retorno da revelação Franck Ribéry, titular na estréia contra a Suíça (0 a 0).
Quem também pode ganhar a oportunidade de sair jogando é David Trezeguet. O atleta da italiana Juventus deve formar dupla de ataque com Thierry Henry, autor do único gol francês no torneio.
Até o momento, a França não conseguiu mostrar o futebol de defesa consistente e ataque talentoso que consagrou o país no final da década de 90.
AFP
Trezeguet (E) e Henry formam dupla de ataque pela primeira vez no Mundial.
O elenco ainda conta com vários jogadores campeões mundiais em 1998, como Vieira, Zidane e Thuram. Os "veteranos", porém, ainda não conseguiram fazer o time engrenar.
Mas os jogadores mostraram confiança na recuperação. "Acho que muitas pessoas vão se surpreender conosco. Mas primeiro temos que derrotar Togo. Nós não temos escolha a não ser marcar gols", destacou Vieira durante a semana. "Somos os melhores, de cabeça e pernas", acrescentou, otimista, Silvestre.
O confronto contra os africanos no World Cup Stadium vai mostrar se o brilho que marcou o futebol francês continua intenso. Do contrário, o país terá visto a derrocada de uma geração talentosa, mas sem sucessores à altura.
Cabeça erguidaA já desclassificada Togo, por sua vez, provou que uma seleção precisa de muito mais do que bons jogadores para vencer partidas em um Mundial.
O elenco sofreu duas derrotas - Coréia do Sul por 2 a 1 e Suíça por 2 a 0 -, mas mostrou em campo atletas de bom nível e com alguma disposição.
Reuters
Africanos treinam em Colônia antes da última partida na Copa do Mundo.
Os problemas extra-campo, porém, acabaram por refletir no futebol dos "Gaviões", como são conhecidos os jogadores da seleção.
Logo que chgaram à Alemanha, os líderes da equipe iniciaram uma briga intensa com os cartolas da Federação Togolesa de Futebol (FTF) para discutir premiação. O time ameaçou não disputar a partida contra os suíços caso a situação não fosse resolvida, mas voltou atrás após ameaças de retaliação por parte da Fifa.
Além disso, a delegação reclamou das condições de hospedagem em Wangen, onde está concentrada. Teve ainda o episódio em que o técnico Otto Pfister pediu demissão durante o torneio, mas depois voltou atrás.
O atacante Emmanuel Adebayor, único jogador com projeção internacional do time, declarou nesta semana que a seleção vai se esforçar para derrotar a França, pela qual atua um de seus amigos no inglês Arsenal, Thierry Henry.
"Não vou me preocupar se impedirmos eles de se classificarem, pois queremos um bom resultado para o nosso lado. O futebol é isso. Thierry sabe disso também", disse.
Adebayor formará dupla de ataque com o habilidoso Kader. Os dois foram os destaques do time nos dois primeiros jogos e são as esperanças de gols para o conjunto estreante em Mundiais.
Ao fim do duelo contra a Suíça, Pfister disse acreditar que os togoleses mostraram "alguma coisa para o mundo". Até agora, no entanto, as únicas novidades apresentadas pelos africanos foram as confusões.
FrançaBarthez; Sagnol, Thuram, Gallas e Silvestre; Vieira, Makelele, Malouda e Ribéry; Trezeguet e Henry.
Técnico: Raymond Domenech
TogoAgassa; Nibombé, Abalo, Tchangai e Agboh; Aziawonou, Forson, Dossevi e Touré; Kader e Adebayor.
Técnico: Otto Pfister
Local: World Cup Stadium, em Colônia
Capacidade: 40.590
Árbitro: Jorge Larrionda (URU).
Assistentes: W. Rial e P. Fandino (URU)
Horário: 16h (de Brasília)
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Com agências internacionais