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02/07/2006 - 20h43

Luxemburgo nega volta à seleção para o lugar de Parreira

Da Redação
Em São Paulo
O técnico Vanderlei Luxemburgo se apressou e afirmou no início da noite deste domingo que não será novamente o treinador da seleção brasileira. O atual comandante, Carlos Alberto Parreira, vai anunciar oficialmente seu futuro após encontro com o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, ainda sem data definida.

Jorge Araújo/Folha Imagem

Jorge Araújo/Folha Imagem

Luxemburgo nega contato para substituir Parreira na seleção

O desmentido foi publicado pelo site oficial do Santos, um dia depois da eliminação do Brasil para a França, nas quartas-de-final da Copa do Mundo, e do surgimento dos boatos sobre a volta de Luxemburgo à seleção. "Não há o menor fundamento para o que foi publicado [que ele seria novamente o técnico da seleção]", afirmou o atual treinador santista.

"Essa notícia veio em um momento inoportuno e é totalmente improcedente. Continuo como técnico do Santos com muito orgulho e pretendo cumprir meu contrato [que vai até o final de 2007]", acrescentou o treinador.

Antes mesmo de Parreira anunciar oficialmente que não vai continuar na seleção, alguns nomes estão sendo especulações para dirigir o Brasil. Entre eles, está Luxemburgo, que ocupou o cargo entre 1998 e 2000.

Ao todo, o atual treinador santista ficou à frente da seleção em 35 partidas. Foram 22 vitórias, oito empates e cinco derrotas. Luxemburgo foi campeão da Copa América de 1999, disputada no Paraguai, e vice na Copa das Confederações no mesmo ano.

No entanto, enquanto era o técnico do Brasil, Luxemburgo foi investigado pela justiça, sob as acusações de falsidade ideológica e sonegação de impostos.

Em campo, colecionou o fracasso da eliminação dos Jogos Olímpicos de Sydney-2000, quando foi derrotado por Camarões, que havia tido dois jogadores expulsos, na prorrogação. À época, o treinador preferiu não convocar três jogadores com idade superior aos 23 anos (entre eles Romário, pedido pela torcida) e foi bastante criticado por esta ação.

A última partida do treinador na seleção aconteceu em 3 de setembro de 2000, quando o Brasil fez 5 x 0 na Bolívia, no Maracanã, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa.




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