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Klinsmann explode, enquanto o reserva Kahn ensaia vibração
A tensão que envolveu o jogo que determinou a classificação da Alemanha às semifinais da Copa do Mundo foi classificada pelo técnico Jürgen Klinsmann como semelhante aos dos filmes do cineasta inglês Alfred Hitchcock, mestre do suspense que morreu em abril de 1980.
Em desvantagem até os 35min do segundo tempo, a Alemanha conseguiu arrastar até a disputa por pênaltis a decisiva partida de quartas-de-final com um gol de cabeça do atacante Klose, evitando o risco de cair logo no tempo regulamentar para a Argentina, que havia marcado logo no início da etapa final com um gol do zagueiro Ayala.
"Sempre acreditamos na virada, foi como em filmes do Hitchcock, com muito drama e tensão até o fim", declarou ao final do jogo o técnico Jürgen Klinsmann, que disse estar "muito orgulhoso do time ter chegado à semifinal", confronto em que irá enfrentar o vencedor do duelo entre Itália e Ucrânia.
Apesar da tensão, Klinsmann afirma que nunca temeu pela derrota nas penalidades por confiar extremamente em seu goleiro, Lehmann, que antes do início da Copa ganhou a disputa contra Oliver Kahn, titular no Mundial de 2002 e que claramente demonstrou descontentamento por ter perdido a posição -apesar de ter mudado seu comportamento nesta sexta, quando foi apoiar a Lehmann momentos antes do início das cobranças.
"Acreditávamos muito no Lehmann na disputa por pênaltis, e ele provou que é capaz de intimidar um atacante apenas com o olhar", elogiou o técnico, se referindo aos erros de Ayala e Cambiasso, que foram determinantes para a vitória por 4 a 2 da Alemanha. "São pequenas coisas que decidem um jogo", filosofou Klinsmann.
"Mostramos uma grande resistência física e força mental. Esta equipe acredita em si mesma o tempo todo e envia uma mensagem forte: pode ser campeã do mundo", completou o treinador.