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Taffarel

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Nome: 
Cláudio André Mergen Taffarel

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Nascimento: 
08/05/1966, em Santa Rosa (RS)

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Peso: 80kg

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Altura: 1,81m

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Clubes: Internacional (1985 a 1990); Parma-ITA (1990 a 1993); Reggiana-ITA (1993 e 1994); Atlético-MG (1995 e 1998); Galatasaray-TUR (1998 e 2002); Parma-ITA (2002)

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Títulos: Copa América (1989/1997); Recopa Européia (1993); Copa do Mundo (1994); Campeonato Mineiro (1995); Copa Conmebol (1997); Copa do Mundo (1994); Copa da Uefa (2000); Copa da Itália (2002)

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Copas: 3 (1990/1994/1998)

Em 1983, quando tinha 17 anos, Taffarel era goleiro do pequeno Tupi de Crissiumal. Apareceu no Grêmio, fez testes e foi reprovado. No ano seguinte, também foi mandado embora do Internacional-RS. Só seria aprovado em sua terceira tentativa, de novo no Colorado, dois anos depois.

Frio, seguro, arrojado nos casos de necessidade, Taffarel sempre teve que trabalhar muito para mostrar o seu valor. Seis meses depois de passar pela peneira do clube, ele era campeão mundial de juniores pela seleção brasileira, em Moscou. O ano era 1985 e, naquele tempo, Taffarel ainda era chamado de Cláudio.

Promovido a titular do Internacional em setembro, nunca teve muita sorte com a camisa colorada, que vestiu até 1990. Principalmente em Gre-Nais. Mesmo assim, com suas defesas milagrosas, levou o Inter às finais das Copas União (Brasileiro) de 1987 e 1988. Ambas perdidas, para Flamengo e Bahia.

Em 1990, Taffarel tornou-se o primeiro goleiro brasileiro a jogar no futebol italiano, defendendo o Parma e, depois, o Reggiana. Defendeu também o Atlético Mineiro e o Galatasaray, da Turquia.

A verdade é que com a camisa da seleção brasileira Taffarel, que já era bom em clubes, se transformava. Tornou-se um especialista em defender pênaltis, além de contar com muita sorte nas cobranças que batem na trave ou passam longe do gol.

Foi assim que Taffarel acabou sendo peça central na conquista do tetracampeonato mundial em 1994, nos Estados Unidos. Na final, ele segurou a cobrança do italiano Massaro e viu Roberto Baggio isolar a bola por sobre o travessão. Mas ele ainda era um goleiro muito criticado, capaz de cometer falhas e tomar alguns frangos, o que para muitos era sinal de que ele deveria passar a camisa da seleção para outro.

Mas o técnico Zagallo confiava na sua experiência de duas Copas do Mundo (1990 e 1994) e decidiu mantê-lo na posição para o Mundial da França, em 1998. E contra a Holanda, lá estava Taffarel para colocar o Brasil em mais uma final. Defendeu as cobranças de Cocu e Ronald De Boer, uma espécie de resposta a seus ferozes críticos.

Depois do título perdido para a França, Taffarel enfim abandonou a seleção e, quando ninguém mais achava que ouviria falar em seu nome, ele colocaria mais uma faixa de campeão no peito.

Conquistou pelo Galatasaray, da Turquia, a Copa da Uefa de 2000, título inédito para uma equipe turca. As defesas de Taffarel, além da sua sorte na cobrança decisiva de pênaltis contra o Arsenal (ING), foram fundamentais. Nas ruas de Istambul, ele foi recebido como herói.

Em 2002, deixou a equipe turca para atuar no Parma (ITA), mas por um período breve. O goleiro tetracampeão mundial deixou o futebol no mesmo ano.

     

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