UOL Esporte - Copa 2006UOL Esporte - Copa 2006
UOL BUSCA

Ídolos



Rivellino

Arquivo

Nome: 
Roberto Rivellino

.............................................

Nascimento: 
01/01/1946, Em São Paulo (SP)

.............................................

Peso: 73kg

.............................................

Altura: 1,69m

.............................................

Clubes: Corinthians (1965 a 1974); Fluminense (1975 a 1978); Al Hilal-SAL (1978 a 1984)

.............................................

Títulos: Torneio Rio-São Paulo (1966); Copa do Mundo (1970); Campeonato Carioca (1975/1976); Campeonato da Copa do Rei (1979); Campeonato Saudita (1980/1981)

.............................................

Copas: 2 (1970, 1974, 1978)

Rivelino começou a surgir como uma grande esperança no time de aspirantes do Corinthians, campeão da categoria em 1964. Eram os tempos em que a torcida começou a chegar mais cedo ao estádio só para ver sua canhota mágica em ação na preliminar do jogo principal. Já no ano seguinte, o técnico Oswaldo Brandão o promovia para o time de cima. Técnico, inteligente, dono de um potentíssimo chute com o pé esquerdo, Rivellino foi titular absoluto do clube paulista e um dos melhores jogadores do Brasil na posição durante quase dez anos.

Em 1970, Rivellino sagrou-se campeão mundial no México, pela seleção brasileira, jogando ao lado de outros craques, como Gérson, Pelé e Tostão. Em um time com tantos fenômenos que vestiam a camisa 10, Zagallo teve que improvisar para arranjar um lugar para o Reizinho do Parque. Com a camisa 11, Rivellino foi um dos melhores jogadores da Copa. Seu chute com a perna esquerda foi apelidado pelos mexicanos de Patada Atômica.

Na seleção, depois da saída de Pelé, Rivellino passou a ser o novo dono da gloriosa camisa 10 canarinho. Assim, ele assumia de vez o papel de maior ídolo da torcida brasileira, que já não contava mais com o astro do Santos para as partidas da seleção. Esquentado, certa vez ele teve de sair em disparada até pular para dentro do vestiário do Maracanã para não ser atingido por um jogador uruguaio que o perseguia, durante uma pancadaria generalizada.

Quando foi campeão do mundo, Rivellino teria declarado que trocaria aquela glória por um simples título de campeão paulista pelo Corinthians. Coisa que, em dez anos de clube, ele jamais conseguiu. Teve essa chance na decisão de 1974 (ano em que também foi o principal jogador da seleção, na Copa da Alemanha), contra o Palmeiras. Mas, como todo o time, jogou mal na derrota por 1 x 0.

Nos dias seguintes à perda do título, a diretoria do clube, que precisava de um bode expiatório, elegeu Rivellino como culpado. E negociou o seu passe com o Fluminense, do Rio de Janeiro. Partiu deixando um duplo sentimento de revolta e agradecimento no fundo do coração corintiano.

No tricolor carioca, Rivellino reencontrou a glória. Estreou em um sábado de Carnaval, marcando três gols em um amistoso contra seu ex-clube, na goleada por 4 x 1 no Maracanã. Rivellino era o astro maior da Máquina Tricolor, um time de craques como Carlos Alberto Torres, Paulo César Caju e Mário Sérgio, formado pelo presidente Francisco Horta para ser bicampeão estadual em 1975 e 1976 e que chegou às semifinais do Campeonato Brasileiro nesses mesmos anos.

Na Copa do Mundo da Argentina, em 1978, Rivellino estava contundido. Mas fez questão de participar de pelo menos parte da decisão do terceiro lugar, contra a Itália, vencida pelo Brasil (2 x 1), para despedir-se de vez da seleção. Quando voltou ao país, Rivellino trocou de clube.

Foi atraído pelos chamados "petrodólares" do El Helal, da Arábia Saudita, onde foi bicampeão árabe e jogou até 1984. Impossibilitado de defender o São Paulo por causa de uma cláusula no contrato com os árabes, Rivellino resolveu anunciar o fim de sua carreira profissional em 1984. Ele tinha 38 anos.

     

SELEÇÕES

Graphic News

4-2-2-2

Área

8.514.876,599 km²

População

185.925.088

Idioma

Português

Capital

Brasília

Moeda

Real