UOL Esporte - Copa 2006UOL Esporte - Copa 2006
UOL BUSCA

Ídolos



Gérson

Arquivo

Nome: 
Gérson de Oliveira Nunes

.............................................

Nascimento: 
11/01/1941, Niterói (RJ)

.............................................

Peso:  68 kg

.............................................

Altura: 1,73m

.............................................

Clubes: Flamengo (1959 a 1963); Botafogo (1963 a 1969); São Paulo (1970 a 1972); Fluminense (1972 a 1974)

.............................................

Títulos: Campeonato Carioca (1963 / 1967 / 1968 / 1973); Campeonato Paulista (1970/1971); Copa do Mundo (1970)

.............................................

Copas: 2 (1966, 1970)

Ele tinha muitos defeitos. Só chutava com o pé esquerdo, mexia-se pouco e não sabia cabecear. Em compensação, ninguém até hoje conseguiu lançar uma bola do jeito que Gérson lançava. Colocá-la no peito de um companheiro distante 30, 40 metros, para ele era fichinha.

E sempre com a perna esquerda, a "canhotinha de ouro", que o consagrou. Gérson também sabia bater faltas com muito veneno e orientava a colocação dos companheiros como se fosse um técnico dentro de campo. Surgido no Flamengo, em 1959, chegou à seleção brasileira naquele mesmo ano, para disputar os Jogos Pan-americanos.

Participou também da seleção olímpica que esteve em Roma, em 1960. Em 1962, um problema: Gérson recusa-se a ajudar o lateral flamenguista Jordan na marcação do endiabrado Mané Garrincha. E por ali, o Botafogo fatura o jogo (3 x 0) e o título. Ficaria no Mengão a tempo de ser campeão carioca em 1963, mas, naquele mesmo ano, transfere-se para o Botafogo-RJ.

No Botafogo, jogando ao lado de craques como Jairzinho, Rogério e Paulo César Caju, não foi difícil para o Canhotinha de Ouro levantar um bicampeonato carioca, em 1967 e 1968. Sua próxima missão seria salvar o São Paulo, que estava sem ver um Campeonato Paulista desde 1957. Gérson faz mais, dando ao clube não só o título do desabafo, em 1970, como um bi, no ano seguinte.

Gérson participa de sua primeira Copa do Mundo em 1966, na Inglaterra. A campanha ficou na história como uma decepção para os brasileiros, que gostariam de ver o caneco erguido pela terceira vez consecutiva. Mas quatro anos mais tarde Gérson seria figura-chave do tricampeonato, no México e se consagraria mundialmente.

Seus lançamentos para Pelé e Jairzinho foram uma das principais marcas daquela Copa. Na final, ele ainda deixou sua marca com um belíssimo gol de fora da área, o segundo contra a Itália. Em 1972, Gérson, já em fim de carreira, realiza um velho sonho: defender o Fluminense, seu clube do coração. Nas Laranjeiras, o Canhotinha é mais uma vez campeão carioca, em 1973. E encerra a carreira feliz, no ano seguinte.

Antes de virar comentarista de televisão, o craque virou nome de lei, a chamada "Lei de Gérson", uma referência a uma propaganda do cigarro Vila Rica em que ele dizia que era preciso levar vantagem em tudo. Pegou mal, e Gérson sempre sentiu-se agredido pela referência à chamada "lei", uma versão maldosa do jeitinho brasileiro.

     

SELEÇÕES

Graphic News

4-2-2-2

Área

8.514.876,599 km²

População

185.925.088

Idioma

Português

Capital

Brasília

Moeda

Real