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Falcão

EFE

Nome: 
Paulo Roberto Falcão

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Nascimento: 
16/10/1953, em Abelardo (SC)

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Peso: 74kg

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Altura: 1,82m

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Clubes: Internacional (1973 a 1980); Roma-ITA (1980 a 1985); São Paulo (1985 e 1986)

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Títulos: Campeonato Gaúcho (1973 / 1974 / 1975 / 1978), Campeonato Brasileiro (1975 / 1976), Campeonato Italiano (1983), Campeonato Paulista (1985)

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Copas: 2 (1982, 1986)

Paulo Roberto Falcão pertenceu a uma elite de jogadores que encantavam pela inteligência. Graças a suas passadas largas, à maneira como orientava suas equipes, ganhou vários apelidos ao longo de sua carreira. Era chamado de Toscanini (homenagem ao maestro italiano) aos 21 anos, Puro-Sangue antes de se transferir para a Itália e, uma vez lá, virou o Rei de Roma.

Nascido em Abelardo Luz (SC) e criado no Rio Grande do Sul desde os 2 anos de idade, Falcão foi um meio-campo econômico nos dribles, que circulava o campo todo. Uma de suas mais brilhantes atuações aconteceu no primeiro jogo das Semifinais do Campeonato Brasileiro de 1979, entre Internacional e Palmeiras. "Falcão ou Mococa?", perguntava o Jornal da Tarde, de São Paulo, na manhã do jogo, empolgado com as recentes atuações do meio-campo palmeirense. Naquela noite, diante de 80 mil espectadores, Falcão deu a resposta. Fez um pouco de tudo, inclusive dois dos três gols de sua equipe na vitória por 3 x 2, depois de estar perdendo por 1 x 0 e 2 x 1.

Esquecido pelo técnico Cláudio Coutinho na convocação para a Copa do Mundo na Argentina, em 1978, Falcão teve sua primeira oportunidade em Mundiais somente aos 28 anos, na Espanha, em 1982. Brilhou como um dos melhores jogadores da competição, ao lado de Sócrates e Zico. Chegou a marcar o gol do empate em 2 x 2 contra a Itália, um maravilhoso chute de fora da área, o que teria sido suficiente para levar o Brasil às semifinais. Mas o terceiro e fatídico gol marcado por Paolo Rossi pouco depois, desclassificando o Brasil da Copa, adiaria os sonhos de Falcão de se consagrar internacionalmente. Não por muito tempo, é verdade: jogador da Roma, da Itália, desde 1980 (vendido por um milhão de dólares), conquistou para o clube o Campeonato Italiano de 1983, fato que não acontecia desde 1942.

Jogador do São Paulo em 1985 (onde enfrentou a oposição do técnico Cilinho, que preferia ver Márcio Araújo em seu lugar), Falcão conquistou ainda o Campeonato Paulista daquele ano. Jogou alguns minutos da Copa do México, em 1986, depois de várias lesões no joelho, quando já não era mais o mesmo. Elegante, acabou entrando para o mundo da moda, lançando sua própria grife. Como técnico da Seleção Brasileira (1990 a 1991), não foi feliz, acumulando mais empates e derrotas do que vitórias. Acabou se firmando como comentarista esportivo de televisão.

     

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